domingo, 23 de agosto de 2009

Li Comando Tribulação

Olá a todos,

Neste livro, a estória iniciada em Deixados para Trás continua exatamente do ponto onde o anterior havia parado, com direito inclusive à prólogo para fazer um pequeno resumo do que aconteceu até este ponto.

Neste volume, o objetivo de ser uma estória mais evangélica fica mais evidente, onde os "nossos quatro heróis", que formaram o tal Comando Tribulação do título, tentam avisar as pessoas pelo que virá pela frente com a conquista do poder mundial pelo Anti-Cristo.

A estória se arrasta um pouco, fica uma sensação de seriado de TV, onde o ponto alto sempre está nos últimos capítulos e temos que esperar pela próxima temporada. Para complementar a história nos momentos em que não está acontecendo nenhum fato relevante caímos numa estória romântica com direito a mal-entendidos cercados de ciúmes do nível de uma novela mexicana exibida nas tardes semanais.

Mas o ritmo e o suspense continuam bons tirando os pontos que citei anteriormente, se você leu o primeiro volume, e tenhas gostado, terás que continuar nos volumes seguintes, afinal não dá para assistir apenas à primeira temporada de uma série. :-)

Minha nota: 7 volume de transição, provavelmente no próximo teremos um melhor suspense e ação ;-)
Left Behind 2: Tribulation Force (2002)

sábado, 15 de agosto de 2009

Li Deixados para Trás

Olá a todos,

Li o primeiro volume da série Deixados para Trás (são 16 volumes ao todo, vou ter o que ler por um bom tempo). Este livro é intrigante, fico até meio sem o que escrever neste review, mas vamos lá mesmo assim.

A estória: Milhares ou milhões de pessoas em todo o planeta simplesmente desapareceram deixando apenas suas roupas, relógios, pulseiras, etc no lugar onde estavam. Ok, de início parece mais uma ficção barata, mas no livro diversas pessoas começam a achar que o que ocorreu, foi o arrebatamento, conceito religioso que indica que Jesus retirou da Terra os "salvos" e os levou aos Céus.

Mas e quanto aos que foram Deixados para Trás, como ficou a vida deles? Terão eles que enfrentar as tribulações que estão descritas no apocalipse?

O livro não deixa claro se o seu objetivo é ficção escapista ou a tentativa de evangelizar ou avisar o leitor, apesar de que na minha opinião ele se sai bem em ambos os casos. Se você não é religioso, vai encontrar nele uma estória muito interessante de ser lida, e do tipo que não consegue se largar até chegar na ultima página (aí você irá largá-lo para pegar o próximo volume). Mas se você é religioso e facilmente impressionável, deves lê-lo com um certo discernimento pois podes ficar assustado em determinadas passagens onde um pastor começa a citar a Bíblia e correlacioná-lo com o que esta acontecendo na estória. Claro que eu como um bom curioso dos assuntos religiosos, consultei a Bíblia para verificar a autenticidade das transcrições, o que mostraram-se precisas. Ponto pros autores.

O livro também acerta em utilizar um número reduzido de personagens, facilitando assim o acompanhamento da estória, incluindo a formação de um grupo que investiga se o que está acontecendo é o que foi profetizado pela Bíblia.

Este livro tem sua versão em filme, o qual ainda não o assisti, quem sabe dou um pulinho na locadora neste fim de semana? Pelo que pesquisei apenas os três primeiros volumes foram filmados, pois o autor não gostou da qualidade deles, e conseguiu cancelar os direitos das filmagens.

Minha nota: 9 - Excelente narrativa com ótimo suspense. Apenas uma ressalva com aqueles que acreditam no que leem, a própria capa diz que se trata de Uma Ficção dos Últimos Dias.
Left Behind 1 Trailer

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Li O Clube do Filme

Olá a todos,

É sempre bom ser surpreendido por uma boa obra literária, e O Clube do Filme foi mais um destes casos. Mas não se engane com o título, ele não é sobre cinema e sim sobre um pai e um filho que juntos em casa formam um "clube do filme" particular que os acaba aproximando numa estória que os fará derramar uma pequena lágrima ao virar a última página.

No livro o filho, Jesse, de 15 anos não suporta mais a vida escolar (como a maioria de nós também não suportava naquela época) e seu pai, David (o autor do livro), toma uma posição inversa à maioria absoluta dos pais: Permite que o filho largue a escola e fique em casa com apenas a condição de ver três filmes semanais na companhia do seu pai (e também não se envolver com drogas).

O pai, crítico de cinema, escolhe filmes diversos, mas onde cada um deles tem algo que pode despertar em Jesse algo sobre o que fazer com sua vida, e levando ele a abrir-se principalmente com suas eternas dores de cotovelo (o que também difere de outras obras, onde geralmente quem tem dor de cotovelo é a namorada abandonada).

E com o passar das semanas, pai e filho se conhecem cada vez mais, e sempre do ponto de vista do autor, que inclusive se questiona várias vezes se realmente tomou a decisão certa.

Eu sou uma pessoa que vê (ou pelo menos via) muitos filmes, e confesso que pelo menos a metade dos filmes citados no livro eu ainda não vi. Vou ter que fazer uma lista deles e passar a visitar mais a locadora :-), pois nos filmes que eu tinha visto, compreendi muito melhor o contexto. Não é obrigatório ter visto os filmes citados, mas creio que se poderá apreciar esta obra com mais detalhes caso eles tenham sido vistos. Até imaginei um pacote sendo vendido com o livro e os DVD´s de cada película citada, mas provavelmente ficaria meio caro. :-\

Minha nota: 9 merecido e recomendado a todos. Conselho: Aprecie sem pressa.

O clube do filme

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A moral do certo e errado

Olá a todos,

Esses dias a noite assisti pela internet um debate entre Richard Dawkins e Jonh Lennox sobre o livro Deus, Um Delírio. E teve um ponto em específico que me chamou a atenção: Moral e Sermos Bons.

Nesta hora ficamos pensando sobre o que é moral, e sobre como distinguimos o certo do errado. Afinal o que é certo para uma pessoa pode ser completamente errado para outra, até porque essas definições são influenciadas por muitos fatores, desde culturais, familiares, religiosos, etc... Richard Dawkins sustenta que não precisamos de religião para diferenciarmos o certo do errado, e não vejo motivos para discordar, pois a religião apenas acrescenta mais regras nas nossas distinções. De acordo com ele, existe uma regra universal: Faça aos outros o que desejas que façam consigo, ou na versão inversa: Não faça aos outros o que não queres que façam consigo. Parece uma certa simplificação do conceito, mas afinal ele ele esta certo.

Ah, mas isto pode tirar a religião fora da equação. E o que fazer com os 10 mandamentos? Ué, não lembram-se que o próprio Cristo resumiu os 10 mandamentos num só: Ame ao próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as demais coisas. Vendo desta maneira, o mandamento de Jesus Cristo e o faça aos outros o que desejas que façam contigo são duas maneiras de se dizer a mesma coisa.

Mas mesmo, assim, o que eleva a nossa moral a cada no era, ou momento da estória?
Existe uma teoria formulada por Dawnkins chamada Moral Zeitgeist, que basicamente fala que a moral evolui constantemente, ou seja, a definição do certo e errado evolui também. Um exemplo simples: Ter escravos. Era praticamente normal e não tinha nada de errado no passado possuirmos escravos, inclusive a Bíblia cita que podemos ter escravos desde que sejam de nações vizinhas LV 25.44-46. Mas isso hoje é considerado errado, e por um motivo extremamente simples, nós não queremos ser escravizados, logo também não escravizamos.

Sim, assunto complicado e que nos leva a profundas filosofias: O que é Certo, e o que é Errado? E quem pode definir ou julgar isso? Nos nossos tribunais, o Juiz não julga o certo e o errado, o que ele julga é se uma ação ou atitude esta de acordo com a Lei ou não. Mas pensando um pouco, será que poderíamos resumir a nossa Constituição ou os A Declaração Universal dos Direitos Humanos ao mandamento do Cristo ou ao "Não Faça aos Outros o que Não Queres que Façam a Você".

Fui, ah, segue abaixo o vídeo da primeira parte do debate.
O Debate: Deus, o delírio | Richard Dawkins X John Lennox

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Li Amanhecer

Olá a todos,

Fiquei um tempo sem bloggar, pois estava entretido com a leitura do último volume da saga Crepúsculo. Sim, sim, eu sei que é livro para meninas, não vou discutir isso novamente, e daí, a estória é boa, não me interessa que o Vampiro é um emo todo inseguro e não um animal homicida e sedutor como Conde Drácula. Ok, segue meus comentários. Não precisem ter receio em ler, pois não há spoilers no texto.

A autora, Stephenie Meyer, evoluiu muito no modo que conduz sua narrativa, bem como a contextualização do suspense, já fazia um tempo que não leio algo que atrapalhou as vezes a minha respiração com tal apreensão do momento. Palmas à autora. Está aprendendo mesmo, evolução à olhos vistos (ou lidos).

Com relação a estória, ela continua bem no ponto onde parou Eclipse (que leu sabe o que estava acontecendo), passa daí por momento Cinderela com seu príncipe encantado, quando obviamente as coisas não saem como esperado, e problemas então surgem; senão iria escorrer açúcar pelas páginas.

Nossa, é meio complicado falar de algo que não pode-se falar :-), pois sei que pessoas que ainda não o leram este livro podem vir a ler este review, mas continuemos. Diferente dos três primeiros livros, este volume é divido em três partes distintas, sendo a primeira e última pela ótica de Bella (como os volumes anteriores), e a sua segunda parte pela ótica de Jacob, acrescentando assim um dinamismo muito maior a narrativa. Talvez seja por isso que a autora resolver re-escrever Crepúsculo pela ótica de Edward, mas o projeto foi abandonado devido à um vazamento na internet, veja mais sobre isso no seguinte link.

Nesta mudança de estilo, a estória passou para um lado mais políticos, questionando o direito dos Volturi de reger e estipular leis aos vampiros, criando assim uma espécie de aliança rebelde que culmina num grande confronto intelectual e de poderes sobrenaturais que alguns vampiros possuem (leitura de mentes, prever o futuro, criar ilusões, etc). Sim, eu lembro que prometi que não teriam spoilers, mas os Volturi vocês já conhecem, né? Não? Ops...

Infelizmente nem tudo são flores neste último capítulo; a autora deixou muitas coisas sem respostas e vários personagens foram simplesmente esquecidos, inclusive alguns deles dizendo que certos problemas deverão ser resolvidos no futuro. Ué? Será que a autora tem em mente uma continuação? Se sim, o que esta esperando, queremos mais :-) Pelo menos um epílogo curto, tipo... Cinco anos depois encontramos nossos personagens novamente em suas vidas agora extremamente entediantes, he he he. Ela cita algo sobre isso no vídeo abaixo.

Minha nota: Amanhecer: 8 e para a série Crepúsculo que li toda: 9,5

E que venham os demais filmes, e mais um livrinho se possível. Já ia esquecendo, se alguém da Intrinseca, estiver lendo isto, poderiam publicar no Brasil o outro livro dela, The Host? Por favor :-) Fiquei interessando em ler uma ficção científica.

Stephenie Meyer talks about Breaking Dawn