Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Li Amanhecer

Olá a todos,

Fiquei um tempo sem bloggar, pois estava entretido com a leitura do último volume da saga Crepúsculo. Sim, sim, eu sei que é livro para meninas, não vou discutir isso novamente, e daí, a estória é boa, não me interessa que o Vampiro é um emo todo inseguro e não um animal homicida e sedutor como Conde Drácula. Ok, segue meus comentários. Não precisem ter receio em ler, pois não há spoilers no texto.

A autora, Stephenie Meyer, evoluiu muito no modo que conduz sua narrativa, bem como a contextualização do suspense, já fazia um tempo que não leio algo que atrapalhou as vezes a minha respiração com tal apreensão do momento. Palmas à autora. Está aprendendo mesmo, evolução à olhos vistos (ou lidos).

Com relação a estória, ela continua bem no ponto onde parou Eclipse (que leu sabe o que estava acontecendo), passa daí por momento Cinderela com seu príncipe encantado, quando obviamente as coisas não saem como esperado, e problemas então surgem; senão iria escorrer açúcar pelas páginas.

Nossa, é meio complicado falar de algo que não pode-se falar :-), pois sei que pessoas que ainda não o leram este livro podem vir a ler este review, mas continuemos. Diferente dos três primeiros livros, este volume é divido em três partes distintas, sendo a primeira e última pela ótica de Bella (como os volumes anteriores), e a sua segunda parte pela ótica de Jacob, acrescentando assim um dinamismo muito maior a narrativa. Talvez seja por isso que a autora resolver re-escrever Crepúsculo pela ótica de Edward, mas o projeto foi abandonado devido à um vazamento na internet, veja mais sobre isso no seguinte link.

Nesta mudança de estilo, a estória passou para um lado mais políticos, questionando o direito dos Volturi de reger e estipular leis aos vampiros, criando assim uma espécie de aliança rebelde que culmina num grande confronto intelectual e de poderes sobrenaturais que alguns vampiros possuem (leitura de mentes, prever o futuro, criar ilusões, etc). Sim, eu lembro que prometi que não teriam spoilers, mas os Volturi vocês já conhecem, né? Não? Ops...

Infelizmente nem tudo são flores neste último capítulo; a autora deixou muitas coisas sem respostas e vários personagens foram simplesmente esquecidos, inclusive alguns deles dizendo que certos problemas deverão ser resolvidos no futuro. Ué? Será que a autora tem em mente uma continuação? Se sim, o que esta esperando, queremos mais :-) Pelo menos um epílogo curto, tipo... Cinco anos depois encontramos nossos personagens novamente em suas vidas agora extremamente entediantes, he he he. Ela cita algo sobre isso no vídeo abaixo.

Minha nota: Amanhecer: 8 e para a série Crepúsculo que li toda: 9,5

E que venham os demais filmes, e mais um livrinho se possível. Já ia esquecendo, se alguém da Intrinseca, estiver lendo isto, poderiam publicar no Brasil o outro livro dela, The Host? Por favor :-) Fiquei interessando em ler uma ficção científica.

Stephenie Meyer talks about Breaking Dawn

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Li O Vendedor de Sonhos

Olá a todos,

Numa semana sem livros, foi convencido pela minha mãe a dar uma conferida nesta livro, pois ela o tinha adorado. Meio que sem muita vontade resolvi dar-lhe uma chance.

Apesar do autor dizer o contrário, o livro pode ser considerado de auto-ajuda sim, mas ele faz isso de maneira não intrusiva. Explico: A maioria dos livros de auto-ajuda dirigem-se ao leitor diretamente, tentando convencê-lo de que tudo pode ser melhor se acreditares nisto. Neste romance, a abordagem é bem diferente, o que o deixa muito mais agradável e digerível na sua leitura.

O livro conta a estória de um suicida que é abordado por uma figurinha excêntrica, que poderíamos considerar um amálgama de Jesus Cristo com Raul Seixas, um indigente sem papas na língua, que o convida a acompanhá-lo. Com suas frases muitas vezes ácidas, atingem o personagem no seu âmago, gerando curiosidade e expectativa, não só neles, nas pessoas que veem a cena e em nós leitores.

Pouco a pouco, os seres mais improváveis de confiança, vão juntando-se como discípulos a este estranho que passaram a chamar de mestre. Ele os desafiava a largarem o que estavam fazendo e passarem a ser, junto com ele, vendedores de sonhos.

Mas afinal, o que isto quer dizer? Quer dizer simplesmente conhecer as pessoas e suas estórias, mostrar que o mundo nos tornou autômatos e esquecemos de ser humanos.

E durante essa caminhada diversos personagens cruzam com esse "estranho" grupo de vendedores, e é nesse ponto em que o leitor vai começar a se identificar com algumas situações e comportamentos, fazendo-o pensar se também não se tornou um "normal".

Minha nota: 8,0 Audacioso, curioso, cativante, mas pouco criativo. Talvez dê uma conferida na continuação ;-)

Domingo, 21 de Junho de 2009

Assisti O Exterminador do Futuro - Salvação

Olá a todos,

E não é que o filme me surpreendeu? Depois do sofrível, ridículo e esquecível terceiro filme, esse quarto conseguiram fazer algo de interessante. Confesso que fiquei assustado ao saber que o diretor era o McG (As Panteras (de chorar de ruim)), pois dava a impressão que não poderia sair nada de bom daí, e não é que saiu?

Infelizmente um dos segredos mais interessantes da estória, já foi entregue pelos trailers, e pensando um pouco até que não é tão original assim, mas diverte e prende a atenção. Claro que em alguns momentos deu a impressão de "Mamãe, quero ser que nem transformers", com aquelas máquinas gigantes, algumas em forma de moto e umas que lembrou a cena de Aliens IV debaixo da água; sim, tem exterminadores marítimos (hã?!).

Algumas partes da estória ficam no ar e acabam meio sem sentido, tipo: O que era aquele campo de concentração da Skynet? Era só pra deixar os humanos presos, ou seriam mortos? Por que não matar os humanos logo de cara? Já que é para isso que os exterminadores servem? Confuso, mas no trailer tem uma cena que Connor diz que é para replicar tecido humano, mas essa cena não está no filme.

Batman, ops, John Connor (Christian Bale) está perdido no meio da estória, fica claro que o roteiro original não focava-se nele, e sim em Marcus Wright e depois foi "concertado" para lhe dar mais foco, afinal ele é pra ser o messias ou o grande líder da humanidade contra as máquinas, mas não é o que o filme mostra, ele é sim um rebelde da resistência com dificuldades de seguir a linha de comando existente entre eles, e fica a pergunta: Será que John Connor é assim tão essencial? Pois parecem que os humanos estar se virando muito bem sem ele nesse universo meio parecido com Resident Evil ou Mad Max.

Minha nota: 7,0 Espetáculo militar visual com roteiro meia boca. Vale a conferida ;-)

O Exterminador do Futuro 4 - Salvação

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Li A Oxford de Lyra

Olá a todos,

Minha obra favorita em termos de literatura é sem duvida Fronteiras do Universo (His Dark Materials), e com esse novo livro (não tão novo assim, é que demorou pacas para chegar ao Brasil, finalmente!), Philip Pullman cria uma espécie de epílogo da trilogia. Nele encontramos novamente Lyra dois anos após a conclusão dos eventos acompanhados em A Luneta Âmbar, quando ela se depara com um dæmon de uma bruxa (feiticeira, nesta tradução, lamentável) que precisa de auxílio para encontrar um antigo alquimista. Ela tenta dentro do possível ajudá-lo e a escondê-lo, pois as pessoas ficariam assustadas ao verem um dæmon sem o seu humano correspondente (somente os das bruxas e de mais uma pessoa, que quem leu a trilogia sabe quem é, podem se distanciar).

Novamente as citações à física quântica são incluídas de maneira sutil e até explícita na introdução do livro onde o autor cita que esses acontecimento iriam modificar o passado (sim, essa é uma das teorias, onde o presente modifica o passado).

Infelizmente a estória é curta demais deixando aquela sensação de quero mais, de preciso mais. O que irá acontecer agora? Sem contar que o livro levanta situações não explicadas que mostram que a estória ainda não terminou, e que vai vir mais por aí. Deixando assim a pergunta: Qual a ligação entre Lyra e as aves? Por que elas a vigiam constantemente?

Talvez essa e outras respontas venham no Livro do Pó, que o autor esta escrevendo atualmente.

Além da estória, também vem um mapa dobrável de OxfordShire e das Faculdades de Oxford, alguns catálogos de produtos e postais; o que lembra um pouco aqueles livrinhos satélites que a J.K. Rowling lançou sobre o mundo do Harry Potter.

Minha nota: 7,5 Compra obrigatória a todos, que como eu, são fãs da Trilogia Fronteiras do Universo. Pena que foi muito curto. E que venha logo o próximo livro.

Sábado, 13 de Junho de 2009

Li O Leitor

Olá a todos,

Terminei de ler o livro O Leitor, que de acordo com a sua orelha, é o segundo livro alemão mais aplaudido. Gostaria de saber por quem ele foi aplaudido, provavelmente pela mãe do autor.

Dos últimos livros que eu li, considero essa a minha primeira grande decepção, ainda não vi o filme, talvez esteja melhor.
A estória, que é bastante simples, é divida em três partes: O romance entre o autor, o julgamento dos nazistas, e a fase da prisão. O livro é contado do ponto de vista de memórias, sem quase dialogo algum, uma narrativa curta e direta, com capítulos igualmente curtos e sem qualquer inspiração na escrita, típico que quem parece ter uma certa pressa em contar o que aconteceu, mas antagonicamente perde-se em detalhes irrelevantes durante a narrativa.

Na estoria, o jovem Michael Berg, de 15 anos conhece Hanna, 20 anos mais velha que ele, e começam um romance, onde na maior parte do tempo ele fica lendo livros para ela, até que um dia ela desaparece por completo, levando ele a crer ser culpado por algum tipo de desilusão. Anos mais tarde, Michael é estudante de direito, e passa a acompanhar os julgamento dos ex-nazistas (?) pelos crimes de guerra, e aí ele vê Hanna como uma das réus, pois ela havia sido no passado, guarda de campo de concentração, inclusive no campo de Auschwitz. Ele passa então a acompanhar todo o julgamento e aos testemunhos proferidos, até a sua condenação.

Hanna, guarda um segredo que lhe causa mais vergonha que o comportamento durante a guerra, que quando revelado no livro, nos dá aquela impressão de "ué, era só isso?".

O livro tem alguns momentos inteligentes e que fazem o leitor (nós, não o do título) pensar sobre o holocausto, e esses momentos são justos quando Hanna questiona o Juiz, do que ele teria feito no papel dela naquele momento, o que eu compreendi ser na verdade dirigida ao leitor da obra. Muito bem colocadas as perguntas que ficaram no ar.

No mais uma obra sem qualquer brilho e inspiração:
Minha nota: 6,5 Ainda bem que foi curtinho.