quarta-feira, 11 de março de 2009

Li Há dois mil anos

Olá a todos,

Terminei de ler o livro Há dois mil anos de Chico Xavier. O livro foi publicado inicialmente em 1939, logo imaginem a grafia que fui submetido, parecia as antigas aulas de português onde tínhamos que ler vários livros de várias épocas, só não utilizei o dicionário diversas vezes, porque o meu fabuloso Houaiss é grande pra burro, e dá preguiça consultá-lo (cada vez que faço isso desenvolvo um pouco mais meu bíceps).

Ok, voltando ao livro (aos poucos você se acostuma com a gramática antiga). O livro conta a estória do senador romano Publius Lentulus, que vive justamente na época de Jesus Cristo, inclusive ele tem um breve encontro com o messias, onde sua filha é então curada. Publius é também amigo de Pôncio Pilatos, e acaba acompanhando um pouco de longe o momento da crucificação. Sua mulher Lívia, acaba por se converter ao cristianismo e tenta interceder por Jesus, mas como todos sabemos, não foi bem sucedida.

Após este trecho, a estória se perde um pouco, continuamos acompanhando a vida do senador e a busca por seu filho desaparecido (raptado), mas não acrescenta muito à narrativa.

Muitas vezes me senti um pouco perdido durante a leitura, como se não soubesse mais sobre o que estava lendo, pois em alguns momentos acompanhamos sua filha e genro, e os nomes romanos não ajudam muito para a compreensão geral da estória.

O final é tocante, e nos faz pensar um pouco na vida e valores que damos as coisas. Sem tentar ser doutrinador, o livro é ecumênico, não preocupe-se se ele não foi escrito pela sua religião, ele se atem apenas aos valores cristãos pregados por Jesus.

Minha nota: 6, o terceiro quarto do livro é confuso e as vezes chato, mas não chega a prejudicar a obra. Talvez eu venha a ler a continuação: 50 anos depois.

Achei esse audio no youtube: mas a voz do cara parece que ele tá contando uma estória de terror, inclusive com uns barulhos de fundo:

Há 2000 Anos - Capítulo 01

5 comentários:

Luiz Ávila disse...

Glaucio, somante a titulo de curiosidade e contextualizando no objetivo da obra, o livro nao é de autoria de Chico Xavier, e sim de Emmanuel por intermédio da psicografia de Chico Xavier, narra uma das encarnações de Emmanuel como Publio Lentulus. 50 Anos depois continua com a nova roupagem terrena de Emmanuel, agora como escravo, abordando a reencarnação e a lei de Causa e Efeito (uma das bases do Espiritismo)

Glaucio disse...

Olá Luiz,

Sim, eu sei que trata-se de uma psicografia, mas procurei me ater a obra, e não à contextualização religiosa.

Grato pelo acréscimo.

Demétrius disse...

Li sua crítica antes de ler o livro e, para minha grata surpresa, não fiquei perdido ao longo da estória, como você ficou. Além disso, a estória é comovente e cheia de lições morais tão necessárias à humanidade ainda nos dias presentes.

Troyano disse...

A estória que nosso amigo acima diz...Não apetece meu humilde conhecimento espírita...Estória é para contos, no entanto o que foi escrito em psicografia é história...sendo que os espíritos não não se limitam a contos e sim a realidades vividas outrora.

Tialle disse...

Um dos melhores livros que ja li na vida . E olha que eu não leio pouco...
Não fiquei perdida em nenhum momento, pois Emmanuel apesar da linguagem sofisticada é muito objetivo e cativante.
Um tesouro de lições de vida , essa é a minha definição para o livro Há dois mil anos.
Um livro para se ler e ficar refletindo , pensando, relembrando toda a semana ou até um mês inteiro... muito emocionante, para quem tem sensibilidade de compreender o alcance dessa obra.
Minha nota: 2.000 !
Abraço!
Tialle