quinta-feira, 28 de maio de 2009

Volta ao Twitter e a Web 2.0

Olá a todos,

Se o google me acha, logo existo. Essa é minha :-)

Hoje voltei a usar um site que havia abandonei no passado por falta de interesse dos internautas, mas por mais incrível que pareça, voltou a moda com força total: O Twitter. Sim, esse mesmo que vocês já ouviram falar e que foi até capa da Revista Época.

Interessante é que comecei a usá-lo a mais de um ano atrás e praticamente não tinha ninguém lá, e agora, não sei o porquê, provavelmente alguém deve ter dito que esse é o cara do momento, e todos, sem ao mesmo ver direito o que é, foram correndo para se inscrever. Para ir na onda, resolvi voltar para ele, o que não foi tão fácil como parecia, como minha conta tinha sido excluída no passado, tive que esperar 30 dias para reativá-la. :-O

Interessante esse conceito de web 2.0. O significado é relativamente simples (se é que ele existe): entre em tudo que é site social possível, tenha blog, contribua em wikis, veja nuvens incompreensíveis de tag's, reporte seu status atual no twitter, tenha pelo menos umas três contas em serviços de mensagens (MSN, GTalk, Skype, ICQ, etc...). Além de criar contas no Orkut, Facebook, LinkedIn, Plaxo, MySpaces e usar aplicativos bobinhos de adolescente tipo o Buddypoke. Ufa! Aja tempo para manter tudo isso atualizado. O Google Latitude larguei em menos de 3 dias. Alguém ainda lembra do Second Life? Ahh, e tem mais: Digg, Del.icio.us, Technorati, e hãã, deve ter mais, mas agora de cabeça nem lembro de tudo.

Ok, mas o que será que isto causa na gente? Isso que nem citei as várias contas de e-mail (por que é quase impossível ter uma só?). Será que todos nós teremos que comprar super celulares com suporte a tudo isso? Os computadores nos passam informações ou somos nós agora que passamos elas todas? O que será que o Fulano e a Beltrana estão fazendo neste momento? Preciso saber já! Preciso ver suas fotos no Flickr. Loucura! Dependência. Onde será que tem um quiosque de internet por aqui? Droga! O Wi-Fi tá bloqueado! Cyber Café! Onde? Onde? Onde?

E se depois de ter tudo será que podemos ficar dias, semanas ou até poucas horas off-line? Pelo que li na internet, tem pessoas que nem conseguem ficar com o celular desligado, imagina tentar deixá-los longe de um computador? Teve um episódio de South Park onde o caos se instaurou devido a queda da Internet.

Tive uma ideia malévola: Imagine a seguinte ameaça dos pais para um filho: Ou você se comporta, ou excluímos sua conta no orkut? Já pensaram no desespero? É praticamente uma pena de morte virtual.

E fechando, pra que realmente serve a Web 2.0? Imagino que seja para deixar todos informados de tudo. Mas a internet já não era pra isso? Talvez seja para nos deixamos de ser navegadores e passamos a ser colaboradores. Mas será que isso não cansa? Quando será o nosso momento de folga? Eu já recebi algumas vezes reclamações que não tinha post novo aqui. Affe! Já até ouvi dizer que esperam minha resenha antes de ir assistir um filme no cinema.

Fui assimilado pela Web 2.0.

Antigamente a Sun dizia: A Rede é o Computador™
Agora passamos a dizer: A Rede somos Nós

Vejam esse vídeo:

Web 2.0 ... The Machine is Us/ing Us

domingo, 24 de maio de 2009

Li O Doador

Olá a todos,

Sociedade perfeita, também chamada de Utopia. É algo que nos quebra a cabeça desde que sabemos que somos gente, ou até antes :-).

Neste livro a autora descreve uma comunidade perfeita (que me lembrou bastante do clássico Admirável Mundo Novo), e qual foi a forma encontrada para criar esta "perfeição"? Através de um único membro da comunidade que recebe a função de ser o Recebedor de Memórias, é com ele que fica todas as memórias e sentimentos da comunidade, extinguindo-se assim o sofrimento, as desilusões, conflitos, amor, desejo e alegrias.

A população inclusive perde a capacidade de ver cores, assim no mundo perfeito, tudo é de acordo com o definido, cada unidade familiar é montado por um homem, uma mulher, um menino e uma menina (até que estes dois últimos completem 12 anos) definidos pelo conselho ancião. Como citado no livro, um mundo de mesmices.

Na estória, o atual Recebedor de Memórias esta velho, e deve passá-las para o próximo que irá tomar o seu lugar, neste momento conhecemos o personagem principal, Jonas, que é escolhido pelo conselho como o novo Recebedor de Memórias, e o velho passa a ter o cargo de Doador [de memórias].

Assim que Jonas passa a ter contato com estas memórias, todo o mundo muda pra ele, e seguimos com sua angustia de voltar dia a dia para casa após seu treinamento e observar que o tudo a sua volta era falso, fabricado, de modo a proteger os cidadãos do sofrimento, mas também de qualquer outro sentimento.

Uma leitura penetrante que nos faz refletir sobre o que somos e como as nossas vidas funcionam. Não há como não ser atingido em cheio por esta estória filosófica e imprevisível. Pena que foi curta demais. Ao virar a última página, senti uma grande frustração em querer saber mais do que houve, e após um tempo percebi que a autora deixa para nós "escrevermos o final". Gostei.

Minha nota: 8,5 Provocante, intenso e de grande suspense, mas muito apressado nas últimas páginas. Vale conferir.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Assisti X-Men Origins: Wolverine

Olá a todos,

Assisti ao filme do Wolverine. Infelizmente assisti sim. Gostaria de não ter assistido e de poder contar com a imagem que tinha na minha memória do herói ou anti-herói dos filmes anteriores.

Logo na abertura onde vemos a infância de Logan (nossa, é meio difícil imaginá-lo como uma criança) e seu relacionamento com o irmão, futuro Dentes de Sabre (que curiosamente nos filmes anteriores dos X-Men não lembra desse mero detalhe, e nem tem a desenvoltura que exibe neste filme). Aí passamos aos créditos de abertura, que vai mostrando eles crescendo durante várias guerras, o que me lembrou um pouco o filme Highlander. Nesta hora pensei: Esse filme será bom.

Mas infelizmente "o bom" ficou por aí,... vemos agora um Hugh Jackman (excelente ator) que além de ganhar o papel principal, ganha a missão impossível de carregar o filme sozinho nas costas, pois todos os demais atores do elenco estavam lá com intuito de atrapalhar a sua atuação, isso sem contar o roteiro sofrível. Inclusive suas muitas cenas desprovidas de trajes, mostra que ele também tinha a função de atrair o público feminino. De chorar.

Eu tenho o gibi da Arma X; a estória está lá; não havia necessidade de inventar nada, era só segui-la e pronto: teríamos um bom filme. Mas não, tiveram que dar um motivo para Logan ser o que é através de um romance glicosado com uma professorinha de primário que conta uma estória sobre a lua e os carcajus que uivam pra ela (carcaju [ou glutão] em inglês significa wolverine (acho que essa vocês não sabiam)).

Apesar de aparentemente o filme ser sobre Wolverine, vários X-Men fazem pontas, acabando por confundir um pouco a audiência. Se bem me lembro os outros filmes dos X-Men eram praticamente filmes sobre o Wolverine e a sua ligação com os X-Men. Basta lembrar do segundo filme, toda a estoria é centrada nele. Uma pergunta: Que diabos o Gambit faz na estória além de atrapalhar e se meter nas brigas que não são dele. Até parece que como "esqueceram" dele nos outros filmes, vamos dar um jeito [forçado] de incluí-lo na estória.

Desculpe pelo spoiler, mas o Logan ser "adotado" por um casal de velhinhos vindos numa camionete foi cópia dos Kent achando Kal-El (super-homem) na maior cara de pau. Eita falta de imaginação.

Para fechar, uma cena que com certeza merece o Framboesa de Ouro: o momento em que o Stryker lembra que Wolverine precisa ter sua memória apagada (Grato por esse Weber). A cena e seu motivo foi de uma imbecilidade difícil de se imaginar que tenha vindo de um roteirista com o minimo de leitura das estórias em quadrinhos. Se não fosse o final do filme são sei se continuaria na sala não.

Minha nota: 3,5. Seria zero se não fosse pelo esforço e atuação do Hugh Jackman.


X-Men Origens: Wolverine

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Li Deus, um delírio

Olá a todos,

Inicialmente quero dizer que este review será sobre a obra literária, não vou discutir o tema do ateísmo, nem sobre filosofias religiosas, mas deixarei este assunto para post futuros pois gosto do tema. E se gosto pelo temo, sempre me questionei: No que acreditam aqueles em que nada acreditam. Como tenho um amigo ateu, ele me fez o favor de emprestar esse livro. Segue review:

Está escrito na orelha do livro:
"Se este livro funcionar do modo como espero, os leitores religiosos que o abrirem serão ateus quando o terminarem" - Richard Dawkins.

Ok, posso dizer que com relação à esta afirmação, ele se equivocou, não funcionou como o autor esperava: não me tornei ateu. :-)
Explico o motivo: O linguajar aplicado na obra é muito complexa, me senti lendo uma tese de mestrado e não um livro, logo é necessário um belo esforço por parte do leitor para absorvê-lo na sua totalidade, e olha que eu conheço a evolução das espécies, física quântica, estrutura celular, etc e mesmo assim o achei bem complexo. Eu não estou dizendo que o autor disse inverdades ou bobagens, o que estou dizendo é que a maneira como o livro foi escrito, não vai alcançar seu público alvo: a massa de religiosos por inércia.
O que é um religioso por inércia? Aqueles que são por que os pais o são e pronto. Conheces algum católico não-praticante? É mais ou menos por aí.

Senhor Dawkins, se estiveres lendo esse blog (olha eu de novo achando que os cara leem meu blog), minha sugestão é que escreva um livro chamado The God Delusion For Dummies ou The God Delusion In A Nutshell. Por que se continuares com esse tipo de literatura, apenas acadêmicos irão ler e melhor, apenas eles vão entender. Falando nisto, uma outra crítica é que ele separa os leitores e castas esclarecidas e não esclarecidas. Para ele, basta que você seja mais inteligente e já irá por conta própria aderir ao ateísmo. Um pouco arrogante da parte dele.

Com este livro, Richard Dawkins cria uma espécie de profeta dos ateus: Charles Darwin. Praticamente a evolução das espécies é a "bala de prata" para responder a todas as questões. Seria o similar ao número 42 para Douglas Adams. Os capítulos do livro, apesarem de volta e meia massacrar o leitor com uma leitura quase inteligível, segue uma forma relativamente simples: ele fica o tempo todo explicando as coisas através da seleção natural; logo, aplicando-se a Navalha de Occam, Deus não precisa existir. Ex: Tal espécie evolui desta maneira por que assim tinha vantagem sobre as outras, e isto era devido ao ambiente e não à um ser sobrenatural.

Entendo que a motivação para este livro foi a tentativa criada pelos governos americano e inglês de ensinar o criacionismo nas escolas. Praticamente o livro não ataca as religiões e a figura de Deus em si, mas a ideia de que as crianças acreditem que a Terra tenha menos de 10 mil anos e que o homem surgiu de um pouco de barro, e isto sento ensinado nos dias de hoje é ir de contra o que já esta mais que comprovado. Mas sim, basta ligar a TV, principalmente no governo Bush (que não deixou saudades) isto era bastante discutido. O próprio Tony Blair (o autor é inglês) também tinha umas ideias assim. Acaba sendo uma luta Criacionismo X Seleção Natural. Isto é meio complicado. Lembro-me de uma vez, quando uma criança estava vendo aquela famosa figura que vai do macaco ao homem moderno cada vez mais ereto, ela virou-se pra mim e perguntou: - Glaucio, eu já fui um macaco? Não lembro como me saí dessa. :-[

Outro ponto bastante atacado, foi os massacres ocorridos em nome da religião, que não podem ser negados: Holocausto, 11 de Setembro, Talibãs, As Cruzadas, etc... Ou seja, religiosos que não leem as escrituras sagradas e que acham que o certo é matar os que acreditam em algo diferente. :-O

Minha nota: 6,5 Boas ideias, boas filosofias, mas complicado e maçante demais.
Richard Dawkins Fala Sobre 'Deus - Um Delírio'

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Assiti Star Trek

Olá a todos,

Primeiramente, devo deixar bem claro que apesar de ser um autêntico Nerd, não sou um Trekkie, logo meu review será, assim chamado, bem imparcial, perigando inclusive a incomodar por ventura algum fã. E olha que eu assistia a antiga série quando criança, e lembro-me bem que a achava legal, nada muito surpreendente, apenas legal, como as demais séries de ficção científica da época: Buck Rogers, Perdidos no Espaço, e em especial Galactica :-)

Os filmes eu vi todos, mas só gostei realmente do primeiro, a ideia do "V-GER" foi sensacional, apesar dos fãs aparentemente não terem gostado. Fazer o que, né? Gostos diferentes.

Neste novo filme, como está meio na moda, voltamos a estaca zero da estória, ou melhor ainda, antes da estaca zero, conhecemos a dupla principal nos seu vinte e poucos anos. E a maneira como isto foi conduzido é de uma simplicidade brilhante, muito bem bolada. Afinal, tratando-se de uma ficção, basta voltar no tempo e criar uma realidade alternativa, que então o futuro deixa de existir e podemos começar tudo de novo modernizando a série e atrair novos fãs.

Mas diferentemente dos demais, este filme deixa um pouco a filosofia de lado e parte para se focar mais em ação e tendo essa parte da academia e frota lembrou-me um pouco de Tropas Estelares. J.J. Abrams (diretor) abusa um pouco de cenas onde a câmera focaliza a pessoa a beira de um precipício, provavelmente coisas que ele aprendeu quando fez Missão Impossível III. Não precisava fazer isto tantas vezes. E como disse um amigo meu, esse sim, Trekkie, o filme virou um bangue-bangue espacial. Com cenas forçadas de ação bem como algumas pastelões demais.

Infelizmente, apesar da excelente atuação de Eric Bana, o filme peca pela falta com um vilão que dê sentido a estória, a ideia de um cara vir do futuro pra se "vingar" de Spock simplesmente não "vinga". É querer imitar a ira de Khan, mas soa muito forçado.

Vale a pipoca, e para relembrar tempos antigos, sem ofender a nenhum fã, mas abre portas para gerar grandes estórias. Esperamos para ver isso.

Alias, os atores, estão ótimos, desde a caracterização a atuação. Parabéns a eles. ;-)

Minha nota: 7,5. Esperei mais.
Star Trek - Trailer